terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mais uma Union Plume pra conta

 Acho interessantíssimo o fato de apesar de tudo ir sendo destruído, esse blog se mantém. Mesmo com tão poucos posts e as vezes tanto tempo entre eles, mas ainda assim serve como um forte log da minha mente nos últimos anos.

 Hoje, mesmo lembrando o quanto o Seja Feliz, que na época fazia tanto sentido, me parece escrito por mim a mais de 10 anos atrás.


 Mas parando pra pensar, de certa forma, foi mesmo. Afinal ele é de uma vida atrás. Sim, uma vida, in fact ele foi da minha segunda vida.

 Eu achava que essa minha linha de pensamento sem sentido. Como assim eu me sentia como se fosse outra vida na época? Mas daí eu me lembro das minhas duas mortes no último ano, a maneira que isso me afetou e faz todo o sentido do mundo ter chamado os eventos do começo de 2009 como a primeira morte.


 Mas bem, é chegada a hora do começo de mais uma nova vida e infelizmente, ou felizmente, isso não é como se fosse uma folha em branco, e como a folha que eu tenho já tá toda borrada e eu preciso de espaço, deixarei aqui algumas coisas escritas até então nela. Vai que me seja útil, nem que seja pra rir de mim mesmo.


Zero


 Só hoje pude compreender toda a magnitude do número escolhido por mim que figura nas costas da minha camisa da UENF.
Zero, mesmo sendo uma representação do nada, é um dos números significantes, talvez por isso mesmo.

 Assim como o Nada se permitiu um dia que se deixasse de existir para que tudo pudesse existir, o zero está ali incógnito em todas as contas. Não fazendo a menor diferença em somas e divisões, tornando tudo semelhante ao se multiplicar.

 O que eu não conseguia compreender era a divisão, como isso poderia representar algo.

 E é simples, quando o zero está por cima, ele não vê diferença, pois todos abaixo ficam iguais no fim, mas se o colocar embaixo do traço fracionário... Error.
Ao se chegar bem próximo por um lado ou pelo outro, o Tudo, ao qual o Zero se renegou para que pudesse ser criado, aparece. Mas quando ele fica realmente por baixo, não tem jeito, Erros aparecem.

 O certo então, é ficar ao lado do tudo que ele mesmo permitiu que existisse, e assim acompanhar até que o tudo volte ao início, o Nada, o Zero. The Maverick Hunter.


Revolucionarismo de cadeira


 Tá aí algo que sempre me incomodou. Pessoas que atrás da tela do PC, sentados em seus quartos ar-condicionados e tomando coca-cola, são os grandes entendedores de tudo, que causam todo dia o não acontecimento da 3ª Guerra Mundial.
 Esse pensamento foi evoluindo com o passar dos anos e hoje o que temos são milhões de pessoa profundas, intelectuais, artistas, críticos e poetas armados com suas conexões de internet e nada mais.

 Mas isso que antes me deixava com raiva, hoje me dá pena.
Analisando bem o perfil do surgimento disso e suas aplicações, o que repara-se é que são milhões de seres com algum tipo de complexo de inferioridade. E por isso atacam tudo e todos, como hoje a violência já não fica tão impune e oculta, essa é a forma achada como resposta. Tão triste como a violência, pois assim como ela, também dá a falsa sensação de superioridade e gera um rastro mimetizante, viciando e renovando o ciclo, respectivamente.


Buraco no peito



 Eu acredito na teoria de que todas as pessoas nascem com um buraco no peito.
 Não que seja desconfortável, mas a maioria acha indesejável, então tentam desesperadamente o preencher com qualquer coisa.
 Usa-se de um tudo: religião, álcool, compras, drogas e até mesmo outras pessoas com buracos no peito.
 Eu já tentei encher esse vazio com tudo, e hoje tudo o que eu quero é tratar meus joelhos e recuperar o físico o suficiente pra poder correr por aí e voltar a ouvir o assobio que o ar faz ao passar pelo buraco.


Amadurecimento

 Esse é um pensamento ainda em trabalho. Não leve nada a sério.

 Uma forma que usam para identificar o amadurecimento infantil, por exemplo, é observar quando o garoto enjoou de brincar de carrinho, ok. Ao longo da vida a gente passa por coisas parecidas.

 Mas será que essa forma pode mesmo ser usada? Se fosse assim seria louvável enjoar de um relacionamento e chamar isso de amadurecimento? Como então identificar amadurecimento? Sexta no Globo Repórter.