sábado, 8 de dezembro de 2012

Divagações

Muito tenho ouvido, muito tenho falado, pouco, muito pouco foi aproveitado dessa semana.
Mas esse muito pouco praticamente valeu o ano.

Não espero que ninguém entenda, muito menos concorde com minha linha de pensamento. Apenas um louco consegue entender outro louco, por isso nunca me dei bem com gente muito certa, esse ano mais do que nunca. A filtragem tem sido massiva, pois na mentalidade do tal protocolo social, cristão, hipócrita e parcial me priva de dizer as coisas a seguir sem ser taxado de louco, maluco e tudo mais. E tenho na verdade o direito de me denominar assim, talvez os dias mais marcantes desse ano tenham sido os que fiquei encracerado numa versao soft de um sanatorio, apenas não tinham as paredes alcochoadas e todo o resto visto em filmes, uma pena, adoraria ficar me tackleando numa parede branca e macia :3 mas não desviando do assunto..

Falar para um suicida que ele precisa pensar na vida, refletir, devia ser enquadrado como um pleonasmo de força maior,  não se chega a conclusão de ser melhor não acordar no outro dia do que sim, sem meditar bastante no assunto, novamente, não espero que entendam isso, isso é o incomum, demoniaco e macabro pensamento que todos somos tachados a nem sonhar em refletir sobre. mas como tudo nessa porra de mundo aleatório, tem sim sua excessão, não me julgo melhor ou ter um pensamento pseudo-divino sobre a vida e... e é só sobre a vida que estou tratando mesmo.

Perdi a conta de quantas vezes pensei em dar o ponto final na minha vida. Foda-se, sou egoísta sim, ela é minha e novamente voltando à questao "divina" eu supostamente tenho o direito de dar o meu ponto final, do jeito que eu escolhi, eu realmente acho divino poder escolher a última música que eu escutaria, a última coisa que eu faria, a última pessoa que eu conversaria, o local e a forma que minha vida teria seu fim. Você acha isso triste? Macrabro? Saiba que boa parte deeses momentos foram planejados num periodo de maior felicidade que eu já estive. 

"One more medicated peaceful moment" 
"Felicidade é um estado mental, não um objetivo de vida".

Se você parar pra pensar friamente, faz muito sentido morrer feliz, faz todo o sentido do mundo na verdade. Não é por tristeza, decepção ou  - a opção mais idiota que acham que se baseia um suicidio - o amor.
Aahh o amor, não sei se me tornei incapaz de conceber isso, mas com certeza não é um dos pensamentos que passam, ao menos na minha mente de merda., nos momentos de merda, lembrando sempre que tá ae o 2girls1cup provando que merda é algo excitante, pra uma infima minoria, mas é. (Não o meu caso, antes que perguntem, é só uma figura de linguagem, que não vou lembrar agora o nome, bêbado as 5 da manhã)

Mas bem, nem tudo não são flores, felizmente (ou infelizmente) eu ainda estou aqui, e como disse antes, que só um maluco pra entender outro, há outros como eu, sobreviventes, e alguns que tiveram sucesso mas ainda assim pude tirar de lição muito de suas vidas.

Tudo o que eu consigo retirar de todas as minhas falhas, falhas e sucessos de outros, é algo bem simples, infantil quase.
O bê a bá da auto-ajuda: Viver cada dia de cada vez. 
Beira o imbecil dizer tudo o que disse e acabar chegando nesse ponto, eu sei, mas deve se perceber o perigo tênue da soma de tudo isso que relatei junto.

A morte, o fim, continua como algo considerável, BEM menos considerável, pois o foda-se está ligado e o mesmo poder "divino" de tirar minha vida, eu tomo pra mim para virar o meu frágil mundinho se abalando pra algo mais interessante que um ponto final. 

Finalmente chego a questão principal de TUDO, TUDO, que é o equilíbrio. Ter a sabedoria de dosar para que todos os momentos sejam e precedam a outros momentos também interessantes será algo, literalmente, vital.


sábado, 1 de setembro de 2012

Bitter


Pois bem, da última vez que postei algo do gênero direto no facebook tive que aturar muita gente que não merecia acabar lendo e tomando partido pelo que aconteceu, dessa forma, postando aqui nesse local ermo, não creio que ninguém que eu não indique ou que não tenha um mínimo de curiosidade pelo que eu possa vir a relatar venha a ler.



Enfim.. parei hoje pra perceber e tomar nota que eu até o fim de 2007 era um INTJ, virei ISTJ depois da doença, por motivos de força maior consegui me moldar na forma de um ESTJ em meados de 2010, agora.. bem axo que voltei pro INTJ ou sou algo de novo, talvez um ISFJ até. Mas bem, não é sobre isso que essa reflexão me fez perceber.




O que eu dei por conta é que não se tem como esquecer o que você se tornou, uma vez cruzado uma certa linha, não se tem como retornar, como o próprio Jung (1973, pp. 435-436) disse: "[...]because I’m convinced that if anybody has it in himself to commit suicide, then practically the whole of his being is going that way."

Só me resta, continuar, tentando viver, fingindo que isso não faz mais parte de mim, embora fazendo isso apenas pelos outros, enquanto sinto que minha vida vai se esvaindo pelos meus dedos por cada dia que continuo com essa farsa.

A verdade mesmo, é que na maioria das vezes acho que de fato eu morri na noite do dia 02/06/12 e que tudo isso que tenho passado, é o tal do inferno prometido pros que fizeram tal coisa que fiz. Pelo menos é o mais próximo de um que no momento eu consigo compreender. Pouco a pouco esse assunto me torna mais e mais amargo, quanto a tudo e qualquer coisa.

Tudo o que eu sinto, penso, sonho e sou tá marcado com uma dose de amargura.