Pois bem, da última vez que postei algo do gênero direto no facebook tive que aturar muita gente que não merecia acabar lendo e tomando partido pelo que aconteceu, dessa forma, postando aqui nesse local ermo, não creio que ninguém que eu não indique ou que não tenha um mínimo de curiosidade pelo que eu possa vir a relatar venha a ler.Enfim.. parei hoje pra perceber e tomar nota que eu até o fim de 2007 era um INTJ, virei ISTJ depois da doença, por motivos de força maior consegui me moldar na forma de um ESTJ em meados de 2010, agora.. bem axo que voltei pro INTJ ou sou algo de novo, talvez um ISFJ até. Mas bem, não é sobre isso que essa reflexão me fez perceber.
O que eu dei por conta é que não se tem como esquecer o que você se tornou, uma vez cruzado uma certa linha, não se tem como retornar, como o próprio Jung (1973, pp. 435-436) disse: "[...]because I’m convinced that if anybody has it in himself to commit suicide, then practically the whole of his being is going that way."
Só me resta, continuar, tentando viver, fingindo que isso não faz mais parte de mim, embora fazendo isso apenas pelos outros, enquanto sinto que minha vida vai se esvaindo pelos meus dedos por cada dia que continuo com essa farsa.
A verdade mesmo, é que na maioria das vezes acho que de fato eu morri na noite do dia 02/06/12 e que tudo isso que tenho passado, é o tal do inferno prometido pros que fizeram tal coisa que fiz. Pelo menos é o mais próximo de um que no momento eu consigo compreender. Pouco a pouco esse assunto me torna mais e mais amargo, quanto a tudo e qualquer coisa.
Tudo o que eu sinto, penso, sonho e sou tá marcado com uma dose de amargura.
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